quarta-feira, 25 de abril de 2012

Dia da Liberdade

Volto por dois motivos:
Porque é o Dia da Liberdade...
Porque Portugal perdeu um grande Homem...
É impossível ficar indiferente à morte de um Homem com ideais, nos dias de hoje é raro, infelizmente.

"O meu único objetivo de vida é modestíssimo: não faço a menor ideia se aquilo que eu defendo vai fazer caminho, ou não. O socialismo ou o comunismo não são nenhum destino. Pelo que a gente vê, até é pouco provável que aconteça... Acho que a Humanidade está mais próxima de se destruir do que de construir um amanhã que canta. Não está nada escrito. Mas há uma coisa que sei: ao chegar ao fim da vida, quero poder olhar para trás e dizer: terei feito algumas asneiras, mas no conjunto posso partir, lá para onde for, com tranquilidade."
Ler mais:  http://expresso.sapo.pt/miguel-portas-quem-nao-se-arrepende-de-nada-ou-e-parvo-ou-santo=f721369#ixzz1t0ggRoPF


Quem me conhece sabe que gosto muito de comemorar o 25 de Abril.
Este é o primeiro ano em que sinto algum receio em ir ao cortejo. 
Sinto medo da policia que está intransigente, medo dos nossos políticos que  acham que só austeridade não nos basta e criaram este sentimento de insegurança nas pessoas...
Quero ir ver a festa como sempre fui, não quero ir com medo de ser agredida por uns anormais sem cérebro, afinal de contas é Abril, porra!!!



sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Podia...

Podia começar o post a dizer que estou triste...
Podia dizer que as pessoas são cruéis...
Podia dizer que me irrita a falta de coragem e de ambição...

Mas não vale a pena perder tempo com estas observações, perdi muito tempo nisso e acabo de o fazer.
É tempo de acordar, de olhar em frente e sorrir com tudo isto.
Para a frente é que é caminho!


Amanhã é outro dia e será bem melhor!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Bem me parecia que era hoje...

Hoje este blog faz um ano, devagarinho, com poucos posts... Mas o espaço vai indo, as ideias vão-se construíndo, os gostos vão-se apurando...


Parabéns a ti blog, porque num ano nada mudou, infelizmente...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

De regresso a Portugal, só me resta desejar: Feliz Ano Novo!





"Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanhe,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa

fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de Janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo

que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre."


Carlos Drummond de Andrade


Enviaram-me esta mensagem hoje, não resisti em partilhar.
Vou fazer o meu melhor para ganhar este ano novo!